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A Ciência e o que nós não sabemos…

por

“Para saber que nós sabemos o que nós sabemos, e para saber que nós não sabemos o que nós não sabemos, isso é o conhecimento verdadeiro”

Confúcio

 

Para você, o que é Ciência?

 

Essa pergunta pode ser respondida de várias formas…

 

De um modo geral, podemos considerar a Ciência como o sistema pelo qual adquirimos, reformulamos e transmitimos conhecimento com base em práticas sistemáticas, a que chamamos o método científico.

 

Fazer Ciência implica conhecer o que se sabe, para descobrir o novo…

 

E nós costumamos assumir que sabemos o que sabemos… (coisa que há quem questione, mas isso será assunto para um outro post…)

 

Mas e o que não sabemos que não sabemos?

 

Veja só esta valiosa fala de James Watson, que descreveu com Francis Crick a estrutura de dupla-hélice da molécula de DNA, e seu mecanismo de transmissão da informação hereditária. Nela, ele conta um pouco sobre como tudo aconteceu.

 

Você reparou em como eventos fortuitos levaram a uma das descobertas científicas mais importantes da História?

 

Desde criança curioso sobre a hereditariedade, inspirado pelos passeios de observação de aves que fazia com seu pai, durante os quais ouvira falar de um tal Charles Darwin… Watson pensava em ser ornitólogo.

 

Mas eis que uma resenha de livro num jornal (!) mudou então o rumo da carreira do jovem cientista: “O que é a Vida?”, de Erwin Schrödinger colocara uma ‘pulga atrás da orelha’ de Watson, e ele cruzou o Atlântico em busca de seu mais novo sonho: descobrir qual era a tal molécula que codificava e transmitia a informação hereditária nos sistemas vivos.

 

Depois de uma improdutiva temporada na Dinamarca, ele foi para um encontro na Itália e assistiu à palestra de um conferencista não previsto no programa… um físico que falou sobre… DNA! Uma molécula que ele suspeitava ser melhor que as proteínas para cumprirem aquela função. E ele tinha feito chapas de raio-x que sugeriam em parte sua estrutura…

 

Bom… não vou transcrever o vídeo aqui… mas repare como, depois de tantos acontecimentos, Watson e seu companheiro Crick poderiam ter desistido… havia pessoas os desencorajando, e também gente graúda se fazendo as mesmas perguntas, e ainda outras pessoas de áreas diferentes trabalhando com abordagens distintas sobre os mesmos problemas…

… e como a persistência, o diálogo, e a disposição em ouvir as críticas foram fundamentais para que eles chegassem à descoberta que abriu caminho para um ramo inteiramente novo e florescente da Biologia: a Biotecnologia.

 

Onde está a grande sacada nesta história?

 

O livro de Schrödinger permitiu a Watson saber algo que ele não sabia que não sabia…

… e  por essa razão, não tinha como querer descobrir nada a respeito antes.

 

O pouco que o físico Schrödinger mostrou para Watson em seu pequeno livro foi o suficiente para despertar nele a curiosidade de saber mais sobre aquele novo mundo, nascido daquela perspectiva nova e singular proposta por um cientista de outra área.

 

Que o levou a ler, e ler, e ler… e a ir a eventos científicos… e a conversar com cientistas, a trabalhar e persistir nas suas ideias.

 

Uma pequena faísca responsável pela gigantesca ignição científica que se deu na sequência.

 

Aqui na Bocaina, nós estamos todos os dias à procura de conhecimento e informações que nos ajudem a descobrir quais são as coisas que nós não sabemos que não sabemos…

… pois, como vimos neste post, estas coisas podem ser as responsáveis por importantes descobertas, das quais ainda nem sequer suspeitamos…

 

E queremos compartilhar com você aquilo que é interessante pra gente, pois é nossa missão ajudar você a eliminar os “pontos cegos”, as coisas que você ainda não sabe que não sabe…

 

Para que você possa ir mais longe!

Continue com a gente!

… espero seu comentário!

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