Google

A epidemia de um vírus e a ignorância de uma sociedade

por

O recente surto de Febre Amarela na região sudeste do Brasil, trouxe uma nova perspectiva sobre como estamos educando nossa população nos assuntos referentes ao meio ambiente e sua conservação.

A vinculação de que o vírus que causa a Febre Amarela está vindo de primatas, principalmente dos bugios, já está ocasionando a morte desses primatas através de ações antrópicas, seja por agressão ou envenenamento.

Isso nos mostra o quanto estamos distantes de compreender as interações ecológicas e a importância desses primatas para o próprio controle da Febre Amarela.

Diante disso, conversamos com o Prof. Júlio César, da PUC-RS, que já atua em campanhas de conscientização sobre esse tema desde 2009, quando também houve esse surto de Febre Amarela na região sul do país, e que exterminou quase 80% dos bugios na área afetada.

Ele criou a campanha “Proteja seu Anjo da Guarda” no Facebook, na qual a Bocaina também é uma das instituições parceiras.

Em nosso bate papo, o Prof. Júlio nos dá uma verdadeira aula sobre o que deveria ser abordado pelas mídias e como o governo foi displicente perante esse caso, uma vez que esse problema já havia sido enfrentado em anos passados.

Não deixe de assistir, e, principalmente, divulgar essa conversa.

A Febre Amarela é uma doença que devemos ter cuidados, mas também, temos que educar as pessoas para que não tenhamos um extermínio de primatas!

Contamos com sua colaboração :)

Bocaina Biologia da Conservação

10 Comments to A epidemia de um vírus e a ignorância de uma sociedade

Deixe seu comentário aqui

  1. Parabéns a Bocaina pelas discussões apresentadas, sou professora e uso essas discussões em sala de aula para conscientização e reeducação dos meus alunos, acredito que o diálogo e a leitura sejam uma excelente ferramenta. Parabéns!

  2. LUCIANO NOGUEIRA VIANNA

    GOSTEI MUITO DA AULA DO PROFESSOR , MUITAS PESSOAS SEM INFORMAÇÃO ACHAM QUE DEVEM MATAR OS PRIMATAS NÃO SABENDO ELES QUE OS MACACOS SÃO NOSSOS GUARDIÕES .

  3. Olá, gostei muito das entrevista com prof Júlio. Acho que temos sim que como cientistas, aqui me indentifco, assumir um posição, lógico com cautela e estudo.
    Gostaria de fazer uma ressalva, atenção ao falar e mencionar outras espécies, no vídeo prof menciona gatos, outra espécie altamente atacada e mistificada como agente transmissor de doenças. Temos que ter muita atenção pra não gerar mais um surto de agressões.
    Abraços

  4. GABRIEL GUIMARAES GOMES

    É de extrema importância que as pesquisas futuras incorporem estudos observacionais e experimentais à respeito das ações antropogênicas sobre a composição do habitat e comunidades de hospedeiros vertebrados e sua sincronia com a história de vida dos parasitos patogênicos. Os problemas das doenças infecciosas abordados por biólogos populacionais e evolutivos têm convergido com (ou complementar) estudos realizados por microbiologistas, imunologistas, epidemiologistas e clínicos, sendo a epidemiologia molecular a área mais desenvolvida dentre essa convergência. Explorações empíricas devem incluir as interações entre as variáveis ambientais de grande escala e os processos celulares / moleculares na interface patógeno-hospedeiro-vetor, onde a fronteira chave é avaliar a importância relativa dos fatores ambientais de risco zoonótico e comportamentos humanos, tanto em nível da população quanto individuais na determinação dos padrões de transmissão da doença. Os fenômenos socioeconômicos ambientais, bióticos, moleculares e humanos se combinam não apenas para produzir os padrões gerais de transmissão da doença, mas também para produzir o imprevisível, eventos aparentemente aleatórios que são tão comuns em eventos de emergência da doença. A complexidade dos ecossistemas em que os patógenos zoonóticos circulam tem inibido a compreensão das interações entre as espécies em sistemas de transmissão e as principais variáveis ambientais que, em última instância podem influenciar surgimento da doença. Sob o ponto de vista do bem público, uma das implicações práticas da epidemiologia, que seria o estudo das influências externas tornando a prevenção possível, mesmo quando a patogênese da doença não é ainda completamente compreendida. Na gênese de vários surtos de caráter epidémico ou não torna-se importante recuperar alguns achados da teoria de foco natural das doenças de Pavlovsky (1939) relacionando-os com o processo dinâmico de ocupação e transformação do espaço geográfico (SILVA, 1985), fazendo uso da Teoria dos Fatores de Risco de MacMahon (1965) como modelo para entender as relações parasito x hospedeiro, em que pese sua limitação na composição de uma explicação global sobre a determinação da doença. Além disso, o estudo destas doenças dentro da Teoria das Biogeografia de Ilhas de MacArthur e Wilson, (1967) a mais genuína teoria ecológica, com o auxílio de técnicas moleculares na identificação do parasito pode ser utilizo para elucidar a dinâmica da distribuição de patógenos no ambiente, e em seus hospedeiros a partir de sua detecção molecular em populações de hospedeiros e vetores, vindo posteriormente a servir como dados brutos (observacionais) para futuras modelagens e inferências epidemiológicas sob uma base forte ecológica e molecular.
    Agora, aonde estão e quem são os órgãos responsáveis?
    Por que o SUS e o IBAMA não trocam uma ideia?
    Procurem, os Artigos 196 a 200 da Seção II DA SAÚDE referentes a Constituição Federal de 88!
    Precisam estar juntos!

    “O maior interesse no estudo das doenças infecciosas é devido o seu papel como condicionante de seleção natural em organismos maiores.”

    Charles Darwin

  5. Daqui a pouco vão dizer que para acabar com a DENGUE teremos que abater todas as pessoas envolvidas porque elas podem ser hospedeiras do virus também. .

  6. Quem transmite febre amarela é o mosquito.Macacos são nossos aliados! Funcionam como bioindicadores que possibilitam identificar as áreas de risco.