Receba as novidades do blog e conteúdos exclusivos de conservação

Autores do Blog Ciência em Ação

Por: Luiz Carlos Santos
Postado dia 14/05/2022

UNIMES (Universidade Metropolitana de Santos) – Gestão Ambiental
UNESA (Universidade Estácio de Sá) – Pós-graduação em Auditoria e Perícia Ambiental
Universidad Martin Lutero Miami - Flórida - EUA – Doutorado em Ciências Ambientais
Áreas de interesse: Conservação da biodiversidade















Lorem ipsum dolor,sit amet consectetur adipisicing elit.

Em geologia, o fator preponderante é o “tempo”, contados em bilhões, milhões e centenas de anos. Dados pesquisados cientificamente, utilizando a leitura do carbono 14 (C14) significando, radio carbono é um isótopo radioativo natural do elemento carbono (C) recebendo esta numeração porque apresenta número de massa 14 (6 prótons e 8 nêutrons). Descoberto por Willard Libby, na década de 1940, onde ele percebeu que a quantidade de carbono-14 (C14) dos tecidos orgânicos mortos diminui a um ritmo constante com o passar do tempo.

Diversos cientistas utilizam essa técnica para datar de forma muito aproximada eventos de desastres naturais antepassados, datação geológica, pesquisa forense, dentre outras utilizações. Esse fator “tempo” tem trazido grandes descobertas extremamente úteis para os dias atuais.

A partir da Revolução Industrial (1760) iniciada na Inglaterra, onde foi estabelecido um processo de desenvolvimento tecnológico para a indústria, não se levou e conta os efeitos que poderiam causar ao planeta. Era um propósito ambicioso para atender a demanda de consumo, fornecimento de produtos e máquinas para toda cadeia produtiva. Não se limitou ao consumo sustentável, o termo sustentabilidade surgiu, pela primeira vez, na Alemanha, em 1560, na Província da Saxônia, a partir da preocupação em relação ao uso racional das florestas, de forma que elas pudessem se regenerar e se manter permanentemente. Neste contexto, surgiu a palavra alemã Nachaltingkeit que traduzida significa “sustentabilidade”. (BOFF, 2012, p.32) tornando-o comum a partir de 1972, após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente.

Após a concretização da Revolução Industrial, não precisou de muito tempo para se notar cientificamente os seus efeitos nocivos, já́ chamado de efeito estufa, descoberto por John Tyndall em 1859 e investigado quantitativamente pela primeira vez por Svante Arrhenius em 1896, nota-se que em um pequeno período de tempo (antrópico) a situação climática do planeta começa a apresentar fatores de agravamento, mesmo não tendo alta tecnologia, a demonstração já́ era perceptível para pesquisadores e deve-se considerar os fatores apresentados anteriormente pelas erupções vulcânicas já́ ocorridas e acumulativas no meio ambiente, agravada pela exploração desenfreada dos recursos naturais, de forma a incrementar a continuidade de evolução tecnológica da época.

Lorem ipsum dolor,sit amet consectetur adipisicing elit.

Esse “boom” tecnológico traz um duplo sentido de efeito danoso ao meio ambiente, trazendo aos dias atuais, são poucos mais de 260 anos para estarmos à beira de um colapso climático tão evidente, e, não devemos levar o fator geológico para uma analise mais aprofundada. A situação de somatória milhões + milhões de anos é desprezada se levarmos em conta seus efeitos. Não precisou de muito tempo para acelerar o cataclismo eminente que estamos aguardando de forma passiva, ou mesmo, retardada em ações de contê-lo.

Geologicamente, essa aceleração, poderia ser chamada de “Homo collapso” ou “Era do colapso do homem”, situação que caminha a passos largos para uma condição irreversível para todos os seres vivos na Terra, acrescido pelo grande desenvolvimento tecnológico atual, aumento da população, exploração de recursos naturais não renováveis, desmatamento e queimadas criminosas em nome da produção de alimentos, exploração de minérios de forma clandestina e sem contrapartida em favor do meio ambiente, diminuição das populações indígenas em seus espaços demográficos, corrupção nos órgãos oficiais de preservação ambiental, êxodo rural para regiões metropolitanas em busca de melhores condições de vida, utilização de defensivos agrícolas mais potentes por causa do desequilíbrio dos predadores naturais, extinção ou diminuição sistemática da população de animais silvestres que agem como verdadeiros controladores e semeadores ambientais. Essa conjunção de obreiros, favorecem o aumento do efeito estufa.

O preço pago pela ganância e mal gerenciamento desse processo, não está imbuído nas idades geológicas, e sim, na época atual, que não precisou de milhares de anos para ver seus efeitos, bastou apenas umas poucas dezenas de anos para acelerar a situação dramática. O pouco tempo que foi necessário para encurtar distâncias globais, com meios de transportes mais rápidos e ágeis, como, aviões, trens, veículos automotores, e, até mesmo os meios de comunicação digital, está à porta cobrando seu preço.

Lorem ipsum dolor,sit amet consectetur adipisicing elit.

O consenso científico mundial, atribui uma diminuição de temperatura entre 1,5 a 2,5°C para os próximos 30 anos, assim poder dar uma sobrevida ao planeta Terra, outra vertente de cientistas, essa mais ambiciosa, estipula uma diminuição de pelo menos 4,0°C na temperatura terrestre. Sinais evidentes dos efeitos das mudanças climáticas, por muitas vezes ignoradas pelos agentes com poderes legislativos, evidencia a natureza exploratória predatória, sem se preocupar com a sustentabilidade. A ganancia executiva industrial, faz o papel coadjuvante de mostrar na mídia, ou, apenas para efeitos legais, a sua fantasiosa relação com a sustentabilidade, a população em geral, recebe as informações mitigadas pelos meios de comunicação.

Quando há acidentes antrópicos relacionados ao meio ambiente, estimula-se um show midiático para o dano causado e suas consequências desastrosas. Diversos órgãos ambientais se manifestam em proteger ou mesmo mitigar tais danos. Partindo do princípio de legitimidade e causa, os mais afetados, não falam, nem podem se defender. Os que podem, usam de omissão ou trabalham por interesses próprios.

O planeta está numa trajetória descendente, sem poder de retrocesso, tendo como única alternativa, desacelerar o aquecimento global, uma vez, que a situação é inevitável, mas podendo adiar. O caminho do “Homo collapso” está próximo e numa situação mais animadora poderá́ garantir o futuro de pelo menos mais duas ou três gerações.

Referências:http://www.engenho.prceu.usp.br › datacao-por-carbono-14
https://www.manualdaquimica.com/quimica-ambiental/efeito-estufa-aquecimento-global.htm
https://olhardigital.com.br/2021/12/14/ciencia-e-espaco/cientistas-vem-alertando-sobre-o- aquecimento-global-desde-1950/
https://www.tecmundo.com.br/ciencia/144289-aquecimento-global-causado-acao-humana- acreditam-99-cientistas.htm

VEJA OS ÚLTIMOS TEXTOS PUBLICADOS NO BLOG CIÊNCIA EM AÇÃO