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Os 15 artigos científicos sobre conservação da biodiversidade mais relevantes de 2021
Autores do Blog Ciência em Ação

Por: Lucas Neves Perillo
Postado dia 01/01/2022

Biólogo, doutor em Ecologia e Conservação. Residente pós-doutoral do mesmo programa. Diretor e co-fundador da Bocaina, realiza o curso de Especialização em Comunicação Pública da Ciência da UFMG - Amerek.















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A publicação de artigos científicos é a maneira mais usual de se divulgar os resultados obtidos na academia. Nos estudos sobre as ciências da conservação, o cenário não é diferente. Os projetos dos pesquisadores da conservação podem envolver coletas primárias de dados ou trabalhos de revisão e até de opinião. Claro que para fazermos políticas públicas socioambientais, o conhecimento produzido na academia não é suficiente. Mas é indispensável.

Para publicar um artigo, sobretudo em revistas boas, não é tão simples. Portanto, é comum que os autores se sintam realizados depois do custoso parto. Emana um sentimento de que o trabalho finalmente acabou! Hora de partir para o próximo projeto, o próximo desafio... Mas, principalmente quando pensamos nas ciências da conservação, a publicação do artigo na verdade não é a linha de chegada, e sim o início da história. Estamos falando de uma ciência da crise, uma área do conhecimento que foi criada e consolidada com um propósito bem direcionado: resolver os problemas socioambientais do planeta. Portanto, ao meu ver, um artigo bom de conservação é aquele que pode influenciar politicas públicas, que pode contribuir para a solução de problemas. Mas são poucos os resultados que realmente saem da comunidade acadêmica e chegam nas mãos dos tomadores de decisão. A maioria dos artigos são publicados em inglês e em uma linguagem muito técnica, que já afasta leitores sem uma aptidão para a academia. E para “piorar”, temos uma frequência gigante de publicações nos dias de hoje. Por exemplo, recebo pelo menos uns 30 artigos com a palavra-chave “conservação” nos meus alertas do Google semanalmente). É muito difícil acompanhar todos os trabalhos publicados. E ler toda a produção científica tem se tornado humanamente impossível!

Pensando nisso, para fechar o ano de 2021, selecionei quinze artigos publicados em revistas internacionais importantes e os coloquei em ordem decrescente de importância (novamente considerando minha percepção). Há alguns anos já tenho o costume de baixar os artigos que podem ser úteis e me assustei quando encontrei exatos 276 artigos salvos na minha pasta de 2021. E olha que nem sou um leitor inveterado. A maioria desses, só tinha lido o título e no máximo o resumo. Portanto, quando pensei em organizar essa lista, a escolha dos “mais relevantes” foi bem difícil e provavelmente os critérios que utilizei não são os mais adequados. Então deixo claro que a minha análise não é profunda e acurada, mas sim uma seleção que passa pelo olhar de um mero leitor que gosta e trabalha com conservação. Tentei separar exemplos relevantes para as grandes linhas temáticas e que tinham potencial para a solução de problemas. Mudanças climáticas, políticas públicas, energias renováveis, ... Coisas desse tipo. Mas quais artigos serão mais citados, ou até mesmo utilizados em políticas públicas, só o tempo dirá! Já peço desculpas de antemão, porque todos os artigos selecionados foram escritos em inglês, a língua “oficial” das principais revistas internacionais. Também não tive tempo de traduzir as figuras (todas retiradas dos respectivos artigos), mas nada que um Google Tradutor não resolva. E infelizmente alguns deles são fechados (a revista cobra pelo acesso). Coloquei um ABERTO ou FECHADO na frente para facilitar. Mas se você mandar um e-mail pedindo uma cópia para o autor, eles costumam ser bem solícitos! Então vamos pra seleção:

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#15 - ABERTO Ford et al. 2021. Understanding and avoiding misplaced efforts in conservation. FACETS 6: 252-271. 

A conservação é uma ciência da crise e depende da cooperação entre diferentes grupos de interesse, além do uso apropriado de evidências para tomar decisões que beneficiem as pessoas e a biodiversidade. Mas esta premissa não é obedecida em todos os projetos de conservação, sobretudo quando existe polarização e desinformação atrapalhando as informações. Aprender com o erro é tão importante quanto buscar novas soluções, e a equipe do Adam Ford fez um esquema para diminuir estes problemas.
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Figura 1: Diagrama conceitual que ilustra como a conservação pode ser afetada pela desinformação.

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Por incrível que pareça, a biologia da conservação é bem recente como área do conhecimento. O Carlos Fonseca da Universidade Federal do Rio Grande do Norte liderou um trabalho que utilizou uma amostragem aleatória de artigos publicados nos últimos 40 anos para estimar a frequência de artigos que só se baseiam em problemas e aqueles que realmente procuram as soluções de problemas. Eles separaram os resultados entre os cinco principais causas de perda de biodiversidade (perda e fragmentação de habitat, superexploração, invasão biológica, poluição e mudanças climáticas) e viram que apenas um quarto dos artigos científicos sobre conservação constituem pesquisas baseadas em soluções, enquanto três quartos foram classificados como baseados em problemas.
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Figura 2: Frequência de pesquisas baseadas em solução (barras pretas) e problemas (barras cinzas) na literatura da biologia de conservação produzida ao longo de quatro décadas (1980–2019).

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#13 - ABERTO Silveira et al. 2021. Biome Awareness Disparity is BAD for tropical ecosystem conservation and restoration. Journal of Applied Ecology 00: 1–9. 

O professor da UFMG, Fernando Silveira liderou um artigo que define um novo conceito que tem aplicação muito interessante para a práticas de restauração mundiais. O Biome Awareness Disparity (BAD, algo como Disparidade de Consciência de Bioma em português) é definida como uma falha em avaliar a importância de alguns biomas para políticas de conservação e restauração. Alguns biomas sofrem com uma falta de interesse e de conhecimento, que gera uma falta de ação e ficam de fora de políticas de restauração. O mais legal é que os autores usaram tweets para entender como é a percepção dos biomas e viram que a maioria só comentava sobre florestas e esqueciam dos biomas abertos, que precisam de específicas técnicas de restauração. Nesses ambientes, simplesmente plantar árvores traz mais impactos do que benefícios!
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Figura 3: Disparidade de consciência e conhecimento para todos os biomas mundiais. Veja mais detalhes no artigo

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#12 - ABERTO Hagerman et al. 2021. Knowledge production for target-based biodiversity governance. Biological Conservation 255.

A governança ambiental se baseia muito na Convenção sobre Diversidade Biológica. E as 20 Metas de Biodiversidade de Aichi traz uma maneira mais prática de definir ações e monitorar resultados. Mas neste artigo, a maioria das metas não recebe a devida atenção nos trabalhos publicados. Esta ação científica desigual dificulta o uso das metas como uma métrica útil.
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Figura 4: Porcentagem de artigos que fazem referência / enfocam cada uma das 20 metas de Aichi

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#11 - FECHADO Lee et al. 2021. Science-based, stakeholder-inclusive and participatory conservation planning helps reverse the decline of threatened species. Biological Conservation 260, 109194. 

A categorização das espécies em diferentes graus de ameaça nos ajuda a priorizar políticas direcionadas para a proteção dessas espécies. É tão importante que é uma metas da Convenção sobre Diversidade Biológica. Os autores deste artigo propõem uma abordagem mais integrativa, levando em conta múltiplas partes interessadas para o planejamento da conservação das espécies, já que os resultados não têm sido satisfatórios até então. Eles compararam a tendência de extinção prevista para as espécies sem planejamento com a tendência observada após o planejamento (com plano de ação, por exemplo). O resultado é bem massa e mostra que as espécies que recebem um planejamento têm uma tendência crescente de recuperação!
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Figura 5: Figura conceitual do método de avaliação de impacto proposto por este artigo.

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#10 - ABERTO Campbell et al. 2021. Agriculture production as a major driver of the Earth system exceeding planetary boundaries. Ecology and Society 22 (4):8. 

Desde o artigo revolucionário de Johan Rockström na Nature em 2009 , o tema de limiares planetários é extremamente relevante para decisões internacionais de políticas públicas ambientais. A mais de 10 anos, sugeriu que existem limites seguros para a ação do homem em escala global (assista ao documentário dele com o fabulosos David Attenborough no Netflix ). Desta vez, Campbell aplicou esta abordagem para entender o papel da agricultura na desestabilização do sistema terrestre. Os achados são preocupantes, sobretudo para duas fronteiras planetárias que já foram totalmente transgredidas principalmente por causa da agricultura: a integridade da biosfera e os fluxos biogeoquímicos.
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Figura 6: O status das nove fronteiras planetárias (cinza: não quantificado, verde: seguro, amarelo: risco crescente, vermelho: alto risco) sobreposto com a estimativa do papel da agricultura (pontinhos pretos) nesse status.

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#9 - ABERTO Smith 2021. Understanding the changing role of global public health in biodiversity conservation. Ambio. 

Will Smith (não, não é o ator :(, é um pesquisador da Deakin University na Austrália!) escreveu sozinho este artigo sobre doenças zoonóticas e conservação. A temática de saúde pública e meio ambiente ganhou muita força durante a pandemia da COVID-19. Mas ainda existe pouca consideração sobre como as novas questões de biossegurança podem alterar a prática de conservação com impactos que podem surgir e serem prejudiciais para as comunidades humanas. O artigo traz um guia interessante para criar uma integração mais estreita entre a biossegurança e as políticas de conservação.
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Figura 7: Resumo das respostas de conservação para zoonoses

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#8 - ABERTO Pressey et al. 2021. The mismeasure of conservation. Trends in Ecology & Evolution 36 (9): 808-821. 

Já vimos que as negociações da Convenção sobre Diversidade Biológica são vitais para as medidas de conservação funcionarem. A equipe do Robert Pressey descobriu que as metas para intervenções são estruturadas com medidas que falham em informar os tomadores de decisão sobre os reais impactos no Quadro de Biodiversidade Global pós-2020. Precisamos considerar os impactos no tempo e no espaço para fornecer a base para orientação global a ser utilizadas nas jurisdições de uma forma mais eficaz.
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Figura 8: Número de espécies no passado, futuro próximo e futuro distante em diferentes cenários

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#7 - FECHADO Lessa et al. 2021 Revealing the hidden value of protected areas. Land Use Policy, 111, 105733 

Entender melhor quais são os ativos das áreas protegidas é sempre importante já que até hoje é o principal instrumento de política espacial para a conservação da biodiversidade. A Thainá Lessa, da Universidade Federal de Alagoas, liderou um artigo muito massa na revista Land Use and Policy. O valor das áreas protegidas é constantemente subestimado. Em 2017 o grupo do Paul Jepson de Oxford criou o ‘Protected Area Asset Framework (PAAF - algo como Estrutura de Ativos de Áreas Protegidas’) para enfrentar desafios com os déficits de financiamento e as percepções negativas das UCs. Agora está na hora de propor um protocolo para implantação e monitoramento para o PAAF.
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Figura 9: Representação esquemática da Estrutura de Ativos de Área Protegida.

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#6 - ABERTO Niemiec et al. 2021. Integrating social science into conservation planning. Biological Conservation 262, 109298. 

Não tem como fazer conservação sem considerar as abordagens das ciências sociais. Mas muitas vezes os tomadores de decisão e os pesquisadores que propõem soluções para a conservação se esquecem de que tudo tem que ser integrado com os aspectos sociais. A equipe liderada pela Rebecca Niemiec e equipe propuseram uma maneira de conectar estas áreas, incluindo-as no planejamento da conservação. Vale usar este levantamento como um guia!
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Figura 10: O papel das abordagens das ciências sociais em cada estágio dos processos de planejamento da conservação

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#5 - ABERTO Gibbons et al 2021. The relative importance of COVID-19 pandemic impacts on biodiversity conservation globally. Conservation Biology, 1– 14. 

Não podia deixar de fora algum artigo que mostrasse o impacto da pandemia na conservação. Alguns artigos interessantes saíram em 2020 e 2021 sobre o tema (como este do Diffenbaugh et al. 2020 https://www.nature.com/articles/s43017-020-0079-1). Separei este chefiado pelo David Gibbons, que traz uma tabela pra lá de interessante. Eles reuniram informações muito completas da COVID-19 na conservação da biodiversidade. Separaram em impactos possivelmente positivos, como a redução de distúrbios causados pelo homem durante o isolamento social, e negativos, como atraso nas metas de projetos de conservação.
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Figura 11: Pedaço da tabela indicando impactos possivelmente positivos e negativos da COVID-19 na conservação da biodiversidade.

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A economia é parte vital para projetos de conservação darem certo. Sem circular recursos financeiros na conservação, fica impossível operacionalizar as ações necessárias. Estava realmente faltando uma lista abrangente de instrumentos econômicos e financeiros para os praticantes da conservação aplicarem nos seus projetos. Até agora... O Nathaniel Springer liderou uma lista, utilizando a Nature Conservancy como modelo, para entender como esses instrumentos estão sendo usados. A maioria dos entrevistados usa ainda hoje instrumentos econômicos ou financeiros muito simples e comuns. Eles sugerem uma atualização nas técnicas e uma diminuição das restrições institucionais, que atrapalham as inovações.
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Figura 12: Instrumentos econômicos divididos por região. No artigo tem uma tabela no material suplementar que vale a pena dar uma olhada!

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#3 - ABERTO Correia et al. 2021 Digital data sources and methods for conservation culturomics. Conservation Biology.

Para quem ainda nunca ouviu falar, a culturômica (culturomics, do inglês) é um ramo da computação que estuda o comportamento humano e as tendências culturais utilizando informações da internet. Recentemente, os pesquisadores começaram a aplicar a culturômica na conservação. É uma maneira inteligente de se fazer ciência baseada em dados para estudar interações homem-natureza. Todos sabemos que o comportamento humano tem sido insustentável e para buscarmos sucesso de longo prazo da conservação da biodiversidade precisamos entender as relações de consumo e outras interações homem-natureza. Neste artigo, Ricardo Correia reuniu uma equipe incrível (com, por exemplo, o Diogo Veríssimo, o papa do marketing social para conservação, e Richard Ladle, professor gringo que trabalha na UFAL e tem um trabalho incrível) para criar uma orientação prática e ajudar pesquisadores e profissionais da conservação a trabalhar com culturômica. Eles mostram como identificar e obter dados necessários e realizar análises apropriadas abordagens culturômicas para aplicações de conservação. Inclusive, este artigo foi parte de uma sessão especial da revista Conservation Biology dedicada ao avanço na frente digital para ajudar a enfrentar a crise da biodiversidade https://conbio.org/publications/scb-news-blog/advancing-the-digital-front-to-help-tackle-the-biodiversity-crisis. Recomendo aos interessados no assunto uma leitura completa dos artigos desta edição!
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Figura 13: Quatro estágios principais do processo iterativo do design de pesquisa da culturômica conservacionista

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#2 - FECHADO Jager et al. 2021 Renewable energy and biological conservation in a changing world. Biological Conservation 263. 109354. 

Se tem uma coisa importante para a conservação é o fato de que precisamos mudar nossa maneira de produção de energia. Está diretamente relacionada às principais causas de perda de biodiversidade. Mas existem complexidades em torno da transição para a energia renovável e precisaremos compartilhar o conhecimento entre diversos especialistas de áreas diferentes para diminuir as chances de riscos à biota marinha, de água doce e terrestre. Este artigo, que lidera uma edição especial da revista Biological Conservation sobre o tema, é um guia bem útil para promover estes diálogos.
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Figura 14: Também existem efeitos diretos e indiretos da produção de energia renovável na biota marinha, de água doce e terrestre.

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#1 - FECHADO Sutherland et al. 2021. A horizon scan of global biological conservation issues for 2022 Trends in Ecology & Evolution

Bill Sutherland provavelmente é o acadêmico vivo mais importante na produção científica sobre conservação. Não é à toa que o periódico Trends in Ecology & Evolution o designou para organizar anualmente um artigo indicando tendências e demandas para a biologia da conservação. O artigo, que sai no fim de cada ano desde 2009, traz novas áreas do conhecimento e indicações de como será o campo das ciências da conservação do ano seguinte. Para 2022, ele e seus colaboradores identificaram problemas que vão desde o uso de transferência de energia sem fio de longa distância até a mineração em alto mar e apontam quais elementos pode se tornar ameaças e as oportunidades emergentes.

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Outros artigos que merecem a leitura:

Foi bem difícil fazer essa seleção. Então eu burlei a regra da seleção e separei mais 15 títulos que também mereciam um lugar na lista. Desta vez, só coloquei os títulos em ordem alfabética (do sobrenome do primeiro autor) e tentei incluir mais artigos publicados por brasileiros que, apesar de estudarem uma escala mais local, serão (e já tem sido) bem importantes para a solução de nossos problemas. Preparados?!


1. Batavia, C., Nelson, M. P., Bruskotter, J. T., Jones, M. S., Yanco, E., Ramp, D., Bekoff, M., & Wallach, A. D. (2021). Emotion as a source of moral understanding in conservation. Conservation Biology, 35(5), 1380–1387. https://doi.org/10.1111/cobi.13689

2. Bradshaw, C. J. A., Ehrlich, P. R., Beattie, A., Ceballos, G., Crist, E., Diamond, J., Dirzo, R., Ehrlich, A. H., Harte, J., Harte, M. E., Pyke, G., Raven, P. H., Ripple, W. J., Saltré, F., Turnbull, C., Wackernagel, M., & Blumstein, D. T. (2021). Underestimating the challenges of avoiding a ghastly future. Frontiers in Conservation Science, 1, 615419. https://doi.org/10.3389/fcosc.2020.615419

3. Collins, M. K., Magle, S. B., & Gallo, T. (2021). Global trends in urban wildlife ecology and conservation. Biological Conservation, 261, 109236. https://doi.org/10.1016/j.biocon.2021.109236

4. Ettinger, A. K., Buhle, E. R., Feist, B. E., Howe, E., Spromberg, J. A., Scholz, N. L., & Levin, P. S. (2021). Prioritizing conservation actions in urbanizing landscapes. Scientific Reports, 11(1), 818. https://doi.org/10.1038/s41598-020-79258-2

5. Feng, X., Merow, C., Liu, Z., Park, D. S., Roehrdanz, P. R., Maitner, B., Newman, E. A., Boyle, B. L., Lien, A., Burger, J. R., Pires, M. M., Brando, P. M., Bush, M. B., McMichael, C. N. H., Neves, D. M., Nikolopoulos, E. I., Saleska, S. R., Hannah, L., Breshears, D. D., … Enquist, B. J. (2021). How deregulation, drought and increasing fire impact Amazonian biodiversity. Nature, 597(7877), 516–521. https://doi.org/10.1038/s41586-021-03876-7

6. Gonçalves-Souza, D., Vilela, B., Phalan, B., & Dobrovolski, R. (2021). The role of protected areas in maintaining natural vegetation in Brazil. Science Advances, 7(38), eabh2932. https://doi.org/10.1126/sciadv.abh2932

7. Gregory, R., Kozak, R., Peterson St-Laurent, G., Nawaz, S., Satterfield, T., & Hagerman, S. (2021). Under pressure: Conservation choices and the threat of species extinction. Climatic Change, 166(1–2), 2. https://doi.org/10.1007/s10584-021-03102-3

8. Kuempel, C. D., Chauvenet, A. L. M., Symes, W. S., & Possingham, H. P. (2021). Predicted protected area downsizing impedes conservation progress across terrestrial ecoregions in the tropics and subtropics. Conservation Science and Practice, 3(11). https://doi.org/10.1111/csp2.529

9. Leite-Filho, A. T., Soares-Filho, B. S., Davis, J. L., Abrahão, G. M., & Börner, J. (2021). Deforestation reduces rainfall and agricultural revenues in the Brazilian Amazon. Nature Communications, 12(1), 2591. https://doi.org/10.1038/s41467-021-22840-7

10. Newton, A. C., Britton, R., Davies, K., Diaz, A., Franklin, D. J., Herbert, R. J. H., Hill, R. A., Hodder, K., Jones, G., Korstjens, A. H., Lamb, A., Olley, J., Pinder, A. C., Roberts, C. G., & Stafford, R. (2021). Operationalising the concept of ecosystem collapse for conservation practice. Biological Conservation, 264, 109366. https://doi.org/10.1016/j.biocon.2021.109366

11. Rattis, L., Brando, P. M., Macedo, M. N., Spera, S. A., Castanho, A. D. A., Marques, E. Q., Costa, N. Q., Silverio, D. V., & Coe, M. T. (2021). Climatic limit for agriculture in Brazil. Nature Climate Change, 11(12), 1098–1104. https://doi.org/10.1038/s41558-021-01214-3

12. Resende, F. M., Cimon-Morin, J., Poulin, M., Meyer, L., Joner, D. C., & Loyola, R. (2021). The importance of protected areas and Indigenous lands in securing ecosystem services and biodiversity in the Cerrado. Ecosystem Services, 49, 101282. https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2021.101282

13. Ruggiero, P. G. C., Pfaff, A., Nichols, E., Rosa, M., & Metzger, J. P. (2021). Election cycles affect deforestation within Brazil’s Atlantic Forest. Conservation Letters, 14(5). https://doi.org/10.1111/conl.12818

14. Visseren-Hamakers, I. J., Razzaque, J., McElwee, P., Turnhout, E., Kelemen, E., Rusch, G. M., Fernández-Llamazares, Á., Chan, I., Lim, M., Islar, M., Gautam, A. P., Williams, M., Mungatana, E., Karim, M. S., Muradian, R., Gerber, L. R., Lui, G., Liu, J., Spangenberg, J. H., & Zaleski, D. (2021). Transformative governance of biodiversity: Insights for sustainable development. Current Opinion in Environmental Sustainability, 53, 20–28. https://doi.org/10.1016/j.cosust.2021.06.002

15. Young, C. E. F., & Castro, B. S. (2021). Financing mechanisms to bridge the resource gap to conserve biodiversity and ecosystem services in Brazil. Ecosystem Services, 50, 101321. https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2021.101321


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Gostaram? Têm outras sugestões de leitura? Escrevam suas sugestões nos comentários. No fim de 2022 estarei de volta com mais uma listinha.


Revistas importantes que publicam artigos sobre conservação:

> Conservation Biology: https://conbio.onlinelibrary.wiley.com/journal/15231739?tabActivePane=undefined

> Biological Conservation: https://www.journals.elsevier.com/biological-conservation

> Biodiversity and Conservation: https://www.springer.com/journal/10531

> Perspectives in Ecology and Conservation: https://www.journals.elsevier.com/perspectives-in-ecology-and-conservation

> Ecology and Society: https://www.ecologyandsociety.org/

> Trends in Ecology & Evolution: https://www.cell.com/trends/ecology-evolution/home

> Conservation Letters: https://conbio.onlinelibrary.wiley.com/journal/1755263x

> Frontiers in Conservation Science: https://www.frontiersin.org/journals/conservation-science

> Ambio: https://www.springer.com/journal/13280

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Este texto foi produzido como atividade da disciplina de Introdução aos Blogs do curso de Especialização em Comunicação Pública da Ciência da UFMG, o @amerek_ufmg , ministrada pelo professor Roberto Takata.

Foto da capa: Homenagem a Edward O. Wilson - https://eowilsonfoundation.org/tag/michael-e-soule/

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