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Autores do Blog Ciência em Ação

Por: Angeline Saucsen Weisheimer
Postado dia 30/05/2022

Bióloga CRBio 108355/07-D mestra e mergulhadora científica SSI 1043303 reconhecida pela SSI como marine ecology diver. Experiência em biodiversidade, meio ambiente, oceanografia biológica, Sistema de Gestão Ambiental (SGA), Sistema de Gestão Integrado (SGI), Plano Básico Ambiental (PBA), licenciamento ambiental, gestão portuária, elaboração de relatórios ambientais e análises estatísticas de indicadores de qualidade e contaminação ambiental. Além de sólida experiência (mais de 5 anos) em gestão de projetos com metodologias ágeis (Kanban). Interesse em oceanografia biológica, ecologia e mergulho.















Imagem da Bocaina - Blog Ciência em Ação

CAPA - Bentos consolidado no PARNAMAR das Ilhas dos Currais.

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Quando se fala em mergulho no sul do Brasil, dificilmente o Paraná surge como uma das opções. Procurado por poucos mergulhadores mas com um imenso potencial a ser explorado.

A maioria dos mergulhos que realizei no litoral do Paraná (+ de 100) foram mergulhos científicos (Figura 1). Levando em consideração os aspectos técnicos, foram e são mergulhos especiais. Ou seja, com particularidades. A principal delas é a visibilidade limitada (Figura 2 e Figura 3).

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Figura 1: Pontos de mergulho científico realizados no litoral do Paraná.

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Figura 2: Espécie invasora de coral-rosa (Stragulum bicolor) na Ilha das Cobras. Foto com visibilidade limitada.

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Figura 3: Mergulhador científico com fotoquadrado em visibiliadade limitada na Ilha do Mel.

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Para a realização do mergulho autônomo (SCUBA - self contained underwater breathing apparatus), o mergulhador deve ser credenciado. Inclusive, com todos os treinamentos necessários para a prática em determinado local. A depender dos pontos de mergulho no litoral do Paraná, é recomendado os cursos de Mergulho Profundo (Balsa Dianka), Navegação, Mergulho Noturno e Visibilidade Limitada (Ilhas da Galheta, do Mel e das Cobras e Marina Ponta do Poço), Busca e Recuperação, Estresse e Resgate, além de noções de Primeiros Socorros. Ou ainda, um mergulhador experiente deve ser o responsável pela expedição.

O litoral do Paraná, mais precisamente o Complexo Estuarino de Paranaguá (CEP), formado pelas baías de Paranaguá e Antonina, possui esta caracterítica de visibilidade limitada pois recebe um grande aporte de água doce provenientes de muitos rios que descem da Serra do Mar (como por exemplo os rios Maciel, Guaraguaçu, Itiberê e Nhundiaquara). Mas não é sempre que a visibilidade é restrita! O Paraná subaquático é lindo por natureza (Figura 4, Figura 5, Figura 6, Figura 7 e Figura 8).

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Figura 4: Parque Nacional Marinho (PARNAMAR) das Ilhas dos Currais.

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Figura 5: Bentos consolidado no PARNAMAR Currais.

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Figura 6: Bentos consolidado na Ilha da Galheta.

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Figura 7: Leptogorgonia spp. na Balsa Dianka.

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Figura 8: Bentos consolidado na Balsa Dianka.

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A ciência pode se beneficiar e muito dos mergulhos. Mergulhadores recreativos podem compartilhar seus avistamentos de espécies e/ou seus registros (fotos, vídeos e até localização geográfica) através da chamada “Ciência cidadã” - uma ciência colaborativa. Mergulhadores apaixonados pelo oceano são os principais defensores de sua conservação. Afinal, ninguém conserva aquilo que não conhece!

Mas o que são estes “bentos consolidado” que aparecem nas fotos? O bentos de substrato consolidado compreende os animais invertebrados - com exceção do Subfilo Urochordata, que vivem associados a um substrato duro. Esse substrato pode ser natural, como as rochas ou carapaças de tartaruga, ou artificial, como as embarcações e estruturas portuárias (píers, estacas, plataformas e até naufrágios). Exemplos conhecidos de bentos consolidado são as esponjas-do-mar (Filo Porifera) e as estrelas-do-mar (Classe Echinodermata). “É bicho e não é planta!”

O bentos consolidado, são na sua maioria, animais sésseis, ótimos para serem fotografados. O método da fotografia científica é uma metodologia não destrutiva que permite muitas réplicas para análises estatísticas, além de ser uma coleta “limpa e rápida”. Os fotoquadrados podem ser usados para extrair dados de presença e/ou ausência e porcentagem de cobertura do substrato (dados ecológicos).

Mas deixaremos para um outro momento mais informações sobre esta metodologia do fotoquadrado. Fica então o convite a todos para conhecerem o CEP e as águas não tão escuras do litoral do Paraná!

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